Como aplicar Design Thinking no RH?

Bruna Pedra
Mar 5, 2021

Essa semana exploraremos um tema “fora da caixa”: a relação de Design Thinking e Employee Experience (EX). No blog, sempre tratamos sobre a abordagem da Experiência do Colaborador, mas poucos meios de comunicação abordam como essa metodologia é criada, ou seja, quais são os princípios que estão por trás desse tema.

Conhecendo os fundamentos por trás de EX, é possível criar experiências positivas com mais facilidade, sem a tentativa de replicar boas práticas de outras empresas, já que cada organização é única. Também esperamos que esse artigo seja útil para a criação de um RH cada vez mais ágil, estratégico e protagonista.

O que é Design Thinking?

A primeira coisa que podemos destacar é que ao contrário do que muitos pensam, Design Thinking não é uma metodologia e sim uma abordagem. Diferente dos métodos, que possuem uma jornada no modelo “receita de bolo”, essa maneira de pensar busca a resolução de problemas de forma coletiva e corporativa, em uma ótica de empatia com todas as partes interessadas.

Essas partes podem ser chamadas de “stakeholders”, e nessa abordagem as pessoas são colocadas no centro de todo processo. Além disso, o objetivo é de aproximar-se da visão mais completa dos problemas existentes, identificar as barreiras e, a partir disso tentar ultrapassá-las. Por isso, trata-se de uma abordagem essencialmente humana e que pode ser adaptada às diversas partes do negócio. Isso tem tudo a ver com Employee Experience, não acha?

Na prática, 5 etapas fazem parte do Design Thinking:

  1. Mapear oportunidades de inovação: nesse momento, o foco é conhecer e explorar o ambiente interno e externo (Análises SWOT, Benchmarks e Pesquisas de Mercado são bem-vindas);
  2. Descobrir a oportunidade de inovação: passo naturalmente seguinte ao anterior, nesse período se identifica qual é a verdadeira oportunidade do cenário;
  3. Desenvolver a oportunidade de inovação: essa é a parte em que começamos a partir para a ação, desenvolvendo um produto ou serviço totalmente de acordo com as necessidades e percepção de valor do público-alvo;
  4. Testar as ideias através de protótipos: a metodologia do MVP (Minimum Viable Product) é uma ótima forma de prototipar as ideias, economizando recursos dos envolvidos no processo;
  5. Implementar a solução: após a validação, isto é, um resultado positivo à sua criação, é o momento de lançá-lo!

Como Design Thinking se aplica ao RH?

Bom, como já vimos, o Design Thinking utiliza a inovação para solucionar dores reais de indivíduos, quaisquer que sejam eles. Nessa ótica, os responsáveis utilizam o “modo de pensar do design” para resolver problemas. Isso pode ser aplicado para atender diversos públicos dentro das empresas, a partir de contextos e necessidades específicas.

Então, vamos entender um pouco mais como as etapas anteriormente citadas podem ser adaptadas para o cenário da Gestão de Pessoas:

Empatizar

Em primeiro lugar, conhecer profundamente as necessidades e dores dos colaboradores é essencial para iniciar o processo empático. Isso pode ser feito através de pesquisas recorrentes para entender melhor a experiência de trabalho deles.

Analisar

Após mergulhar nessa realidade, o objetivo é identificar qual problema será o foco para ser solucionado pelo RH. Por exemplo, a partir da pesquisa pode-se concluir que os colaboradores acreditam não ter seus horários de trabalho respeitados e isso será o foco de melhora.

Idealizar

Nesse momento, deve-se levantar ideias sobre os problemas identificados até essa etapa. O queridinho brainstorming funciona muito bem, deixando a imaginação fluir para a criação de soluções inovadoras.

Prototipar

Após uma curadoria, chegou a hora de decidir qual será a solução escolhida para ser colocada em prática. No exemplo citado, a solução pode começar com bloqueio dos horários de almoço nas agendas dos colaboradores, além de comunicação com as lideranças sobre limites de horários.

Testar

Finalmente, as soluções precisam ser testadas! No mesmo modelo do MVP, o ideal é atuar sobre soluções mais simples e fazer ajustes à medida que são recebidos feedbacks das partes interessadas.

Mas qual é a relação com Employee Experience?

É possível perceber que Design Thinking tem tudo a ver com o RH, e em especial, com Employee Experience (EX). Em primeiro lugar, porque ambas abordagens têm como objetivo final melhorar de forma contínua e inovadora a experiência dos stakeholders, que é o mesmo princípio da criação e gestão de experiências positivas dos colaboradores.

Em segundo lugar, um dos pontos centrais da abordagem de EX é a identificação do que importa para os colaboradores, perspectiva que diversos profissionais de RH não possuem como foco. A criação de satisfação no ambiente de trabalho às vezes não significa ter acesso às aulas de yoga, mas a disponibilização de uma cadeira adequada para o trabalho. Ambas as demandas são válidas, mas elas jamais serão conhecidas com precisão sem a escuta genuína dos colaboradores.

A metodologia da Pin People, estudada e criada por uma equipe especializada no assunto, tem diversos pontos em comuns com Design Thinking. Partimos da criação de pesquisas customizadas e feitas em parceria com nosso time de People Science para que as respostas sejam coletadas de forma com que os dados estejam qualificados para uma análise de qualidade.

A partir dos nossos diversos relatórios, é possível criar planos de ação com objetivo de atacar as principais dores dos colaboradores, da mesma forma que o Design Thinking faz. Por fim, possuímos sempre em mente que a experiência deve ser aprimorada de forma contínua e inovadora, com objetivo de maximizar a satisfação dos colaboradores.

Mais protagonismo do RH

Para concluir, vamos recapitular que Design Thinking é uma abordagem para a resolução de problemas através da inovação, sempre se colocando no lugar das partes interessadas, exercitando empatia com elas e realizando trocas de conhecimentos. Para um RH mais ágil e estratégico, essa forma de pensar mostra-se como um grande diferencial, além de ser uma forma super eficiente de solucionar as dores dos colaboradores e melhorar os resultados do negócio.

Ao trabalhar com Employee Experience, mostra-se quase impossível abordar a gestão de experiências sem essa ótica, uma vez que grande parte dos conceitos de EX foram originados através do design de produtos, mas adaptados aos colaboradores.

Para a Pin People, entender os mecanismos por trás da metodologia faz toda a diferença, gerando um produto cada vez mais inovador e criando uma vontade ainda maior de impactar o maior número de colaboradores possível. Dessa forma, conseguimos atingir nossa missão de tornar as experiências mais humanas com o apoio de um RH mais protagonista.

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